Cerrado Livre

MENU
Logo
Sexta, 17 de setembro de 2021
Publicidade
Publicidade

Notícias

Estava no GDF. Saiu. Com ele fora, fundaram instituto agora investigado por corrupção. O que tem a ver com isso? Nada

Nota

Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, está há 30 meses sendo colocado nas cordas e, às vezes, na lona com polícias e Ministérios Públicos investigando a corrupção na área de Saúde. De vez em sempre, batem na sua porta. Teve integrante da equipe saindo do palácio para o xilindró.

Como perde para a gestão de Goiás em todas as comparações, Ibaneis já quis erguer um muro da vergonha entre o DF e as cidades goianas ao seu redor. Foi rechaçado com veemência. Não podendo vencer, quer empatar: mandou sua polícia a Goiânia revistar casa de vítima.

No caso, Ibaneis é algoz do secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino. A operação deve ter sido batizada em homenagem ao governador do DF: Medusa, a grega com serpentes substituindo o cabelo. O mito é que quem a olhasse seria transformado em pedra. Quem encara o atual GDF é transformado em vítima.

A Operação Medusa apura denúncias de crimes no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF, o Iges, em 2018. E o que Alexandrino tem a ver com isso? Nada. De fato, atuou na Saúde de Brasília com Rogério Rollemberg de governador. Mas o Iges, onde se suspeita de rolo, foi fundado depois de Alexandrino deixar o governo.

O instituto assumiu o Hospital de Base de Brasília – quando Alexandrino já não mais o dirigia.

Ismael Alexandrino, ao contrário do que indicam os dedos-duros, está ajudando nas investigações. Então, por que foram a sua casa? Por nada. Aliás, por quase nada: levaram um pen-drive e uma espingarda do pai de Ismael. O secretário não estava, viajara a Brasília.

A perseguição não deve arranhar o prestígio nem muito menos a reputação de Ismael Alexandrino. “Desde 2009, presto serviço público federal e, desde 2012, distrital, e nunca tive algum apontamento que infringisse qualquer lei e nem norma ou regramento”, disse ao portal Metrópoles.

Alexandrino se garante. Define-se como absolutamente tranquilo. Desesperado deve estar Ibaneis, que vai ficar fora até do 2º turno na eleição do GDF.