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Sexta, 17 de setembro de 2021
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Chapa ideal: Caiado governador, Bernardo Sayão vice e JK senador. Chapa possível: Caiado e nenhum político Detran-BIC

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Político profissional é bicho esquisito, todo mês sangra o bolso do contribuinte. Piores ainda são os políticos-dondocas, espécie em extinção, a menos que queimem na campanha de 2022 os bilhões roubados nas últimas décadas. Um certo sorriso de quem tudo quer: o dinheiro do poder para conquistar o poder com o dinheiro. Enquanto cumprem roteiro de letra da Rita Lee, engolem contêineres de ritalina pelo déficit de atenção com sua maior vítima, o povo, cuja opinião os dondocas esquisitos se recusam a ouvir: no Estado de Goiás, ele quer reeleger o governador Ronaldo Caiado. Com quem de vice? Qualquer pessoa. E pro Senado? Sabe-se lá. O povo está exatamente nem aí para as duas sinecuras.

Político profissional tem de ser enterrado de cabeça pra baixo. Onde estava essa raça ruim quando Goiás foi saqueado? Pilhando junto. Lembra do Supremo Tribunal Federal que Sérgio Reis e quejandos falaram em quebrar? Pois sua serenidade (do STF, não de SR et caterva) brecou a parte apocalíptica da herança deixada pelas décadas de ladroagem. Se o Estado tivesse de quitar todas as dívidas de curto prazo feitas pelos bandidos, não haveria sequer o da folha de pagamento. Imagine, em meio à pandemia, Educação e Segurança com salários atrasados... O fugitivo estaria rindo em São Paulo, seus comparsas torrando os milhões afanados, os credores se locupletando com o suor dos goianos... Tal cenário dantesco foi impedido pelo prestígio e a capacidade de articulação de Ronaldo Caiado.

Alguns políticos supõem que o povo seja ignorante. Estão errados. Em sua humildade, o povo reconhece os esforços de quem trabalha por ele. Se fosse como os políticos profissionais dizem, eles jamais seriam derrotados. E estão sendo. Quando os eleitores descobrem que a única fonte de renda do político é o serviço público, acordam para o fato de que seu negócio é surrupiar. Quem jamais empreendeu não sabe o que é gastar todo seu lucro com o poder público. Quem nunca teve a carteira assinada não sabe de onde vem o recheio da carteira. Quem desconhece a penúria dos informais está por fora de grande parte da economia.

A expertise levada ao governo se mostra fundamental.

A experiência de Ronaldo Caiado em Brasília salvou Goiás nas discussões da reforma fiscal.

A experiência de Ronaldo Caiado como médico salvou milhares de vidas goianas, pois foi essencial na decisão corajosa de implantar medidas sanitárias antes mesmo das providências da OMS.

A experiência de Ronaldo Caiado por ter vivido (morando, estudando, trabalhando) no exterior ampliou sua visão para temas como tecnologia, transparência e mérito.

Eis a justificativa de ter trazido o trio de mulheres que agora se equiparam às maiores que Goiás já teve: as secretárias Andréa Vulcanis (Ambiente), Cristiane Schmidt (Economia) e Fátima Gavioli (Educação). Que diferença faz terem vindo de Paraná, Rio e Rondônia? É inimaginável pensar Goiás sem o talento das três.

A elas se somam Rodney Miranda (Segurança) e Pedro Sales (Obras), de Espírito Santo e DF. Alguém aí diria, em novembro de 2018, qualquer desses nomes para qualquer dessas incumbências? Caiado peitou os políticos profissionais, nomeou as novidades e o resultado são os três EEE – eficiência, eficácia e ética.

A grande estrela dos últimos 20 meses é Ismael Alexandrino (Saúde), goiano de São Luís de Montes Belos. Alguém aí o escolheria em novembro de 2018? Caiado peitou as máfias e deu tão certo que convém relembrar: foi o então governador eleito de Goiás que em 2018 indicou LH Mandetta para ministro da Saúde. Se a mesma oportunidade surgir, o Brasil terá pela 1ª vez um monte-belense no 1º escalão federal. Por mérito.

Há alguns anos, ficou famoso o meme pedindo patrocínio de uma fábrica de material escolar para o Departamento Estadual de Trânsito, formando a dupla Detran-BIC. Trambiqueiro ali era mato. Um presidente honesto, Irondes Morais, aguentou dois dias e deu no pé. Outra pessoa proba, Bráulio Morais, continuou limpo após presidi-lo. Mas seu raio de ação era menor que volante de Fusca. No grosso da porqueira quem mandava era o Palácio. Por isso, a argamassa que sustentava aquelas paredes era da marca Tran-BIC. Parecia sem solução. Caiado levou para lá um dos muitos filhos seus com a política, Marcos Roberto Silva. A caneta de Marquinho é de outra marca, Cado. Trancou as portas do departamento e vedou marginais. Junto com sua correção pessoal estão os projetos de Caiado que reduziram tarifas, faz carteira grátis para jovens pobres e passa o podão nos esquemas.

Por que nenhum desses nomes é aventado para acompanhar Caiado na chapa majoritária? Não há dúvidas quanto a Rodney: a determinação do governador de jogar pesado contra o banditismo limpou as ruas. O sucesso na segurança faria de Rodney candidato imbatível para senador em 2022. Meu preferido é Wilder Morais. Os destaques nas pesquisas atualmente são Iris Rezende e Delegado Waldir. Empresários da política querem Henrique Meirelles. Insuficiente. Um estalar de dedos de Caiado para Rodney o acompanhar na chapa e tchau para o restante. Até porque, fora os já citados, a concorrência definha.

Alguns dos autoproclamados senatoriáveis conseguem ser mais analfas que dois dos já sentados, Vanderlan Cardoso e LC do Carmo, que repetiriam de ano no EJA. São pré-candidatos e senadores sem cabedal para integrar nem Câmara Municipal de corrutela – que, aliás, tem componentes com QI de Einstein se comparados a Do Carmo e Vanderlan. A cadeira que já foi de Juscelino Kubitschek não deveria ter sua almofada apodrecida por rabos presos.

Outra encrenca é a vice-governadoria. Pelo nível dos debates, semeia-se a impressão de que para alcançá-la basta roncar grosso. Fulano não se elege senador, então, vai pra vice. Desconhecem a História de Goiás. Esse posto já foi de Bernardo Sayão. Sim, Bernardo Sayão, o tocador de obras diante de quem Iris Rezende seria um Rogério Cruz, Adib Elias não passaria de um Onofrim. Antes de o camarada sonhar com a vaga que foi de Bernardo Sayão, deveria se ajoelhar e pedir perdão aos 7 milhões e 200 mil habitantes de Goiás por rebaixar tanto o cargo.

Perceberam como o ranking da política está a reboque de jumento empacado? Falta vida inteligente, falta liderança, falta vocação para servir. A criminalização da política, mediante o festival de prisões cautelares inúteis e processos claramente inconstitucionais que vicejaram nos tempos da Operação Lava Jata, afastou possíveis interessados. Ficaram poucos que prestam.

É o caso de Wilder Morais e do prefeito de Goianira, Carlão Andrade, originários de famílias muito pobres, que venceram na vida como empreendedores. Caiado e Meirelles também triunfaram graças a si mesmos. Já ricos, entraram na política e têm aplaudido desempenho.

Portanto, não faltam nomes. Uns melhores, outros nem tanto, mas estão por aí. É o axioma da axila: se pelo debaixo de braço tivesse cheiro normal nem se notaria que o coitado existe. Eis o grau de comparação de vice: cabelo de sovaco. Como tal, precisa ficar escondidinho, limpinho, perfumadinho, aparadinho, para quando o titular partir pro abraço não o incomodar tanto.

A licença poética nos permitiria uma chapa ideal composta por Ronaldo Caiado governador, Bernardo Sayão vice, JK senador com Bernardo Élis e Gilberto Mendonça Teles nas suplências. Missão impossível num devaneio lírico. Que venha a chapa real, pois Goiás é Caiado e mais 4 que não pintem o 7.